segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

Domingo - Audax 200 Floripa - 09-12-12

Este domingo participei da prova de abertura da série do AUDAX 2013.



Foi bem no laço minha decisão de participar, pois na verdade não tinha nenhum parceiro para ir e por ser final do ano estando nas correrias para tal,  não pretendia ir, porém o espirito "randonée" falou mais alto. No último dia (como todo brasileiro) fiz minha inscrição e obvio que algo deu errado, mas no dia seguinte entrei em contato com a organização e consegui sanar o problema.

Como o perfil do Audax não é chegar em primeiro ou último, mas sim chegar eu tenho esse como principal objetivo, porém nesse evento eu fui com a meta pessoal de fazer meu melhor tempo, pois como vinha de um ano com vários passeio de longa distância e até uma prova de velocidade, imaginei que estaria bem preparado para essa prova. Além do que, caso tenha algum imprevisto nas datas dos próximos Audax 200k, o primeiro eu já garanti. Sabia que fazer uma prova de longa distância andando forte não seria fácil, porém num Audax nada é fácil.

Na retirada dos kits descobri que o trajeto do Audax teria trechos novos, pois como já participei de outros 200k e do 300k em Floripa já tenho noção das rotas na ilha, porém com trechos novos voltei a sentir aquela ansiedade e o nervosismo da primeira vez, "será que vou me perder?", "será que vai dar certo?", etc. Pois bem, domingo as 5h já estava no local da largada fazendo meu checkin, eu e minha equipe de apoio, minha esposa, que além de companheira é parceira e sempre esta me apoiando.


Procurava por algum conhecido, mas não encontrava, até via alguns rostos já vistos em outras provas, mas nenhum conhecido, porém ao mesmo tempo sabia que algumas daquelas centenas de pessoas seriam novos amigos dentro de alguns instantes.



Depois de sábado nublado e até com chuvas em algumas regiões o domingo amanhecia com "cara" de que iria abrir um belo de um sol e provavelmente um calorão.



Dada a largada procurei me concentrar com o pelotão da frente, pois quanto maior tempo que pudesse acompanha-los maior minha chance de fazer um bom tempo.
Na saída estávamos num ritmo bom, 34 km/h e revezando a frente. Como vinhamos num grupo de 10 a 15 bikers foi tranquilo manter o ritmo e de sobra ainda apreciar um pouco da bela paisagem da beira mar norte.





Fomos assim até São José, onde lá pegamos um trecho com bastante morros. Nessa parte o pessoal de speed saia na minha frente, mas nas descidas e nas retas seguinte me esforçava pra não deixar os caras fugirem, pois saberia que não alcançaria nunca. Fomos assim até o primeiro PC (34 km) na beira mar continental, onde paramos para carimbar os passaportes e já saímos.




Depois desse PC foi mais difícil acompanhar as speed, aos poucos percebia que ia ficando para trás. Os caras pareciam estar num ritmo contra relógio, e eu com minha MTB não tinha perna suficiente para chegar neles.
Até a ponte de acesso a ilha eu ainda os avistava, mas depois o pelotão da frente disparou.





Foi ai que conheci o Nascimento, um "speedero" com 50 anos de idade de Itajaí. Havia mais um rapaz de speed que foi com a gente em direção ao Sul da Ilha. Mantínhamos o ritmo de 30-32km/h, como dizia o Nascimento "Vamos nesse ritmo pra não forçar", porém para uma MTB esse ritmo é bem forte para se manter.
No sul da ilha, Ribeirão  pegamos um trecho muito ruim de lajotas, onde ali eu de MTB tive uma vantagem e fui na frente deles, mas ia espera-los no PC2. Depois das lajotas muito sobe e desce de asfalto e depois mais um pouco de lajotas, mas lajotas muito ruins mesmo, até para uma MTB. O pior era saber que teria que voltar pelas mesmas lajotas.









Pois bem cheguei num barzinho que encontrei o pessoal do primeiro pelotão, então imaginei que ali seria o PC2, mas por via das duvidas e como ngm havia falado nada fui um pouco a frente verificar se não era mais adiante. Acabei que sai numa rua sem saída e com uma subida ainda pra voltar, onde logo um rapaz do pelotão me chamava perguntando onde eu ia.. rssss...
Voltei, tomei um refri de cola pra colocar uma glicose no sangue e perguntei pelo pessoal da organização para carimbar o passaporte, onde descobri que havíamos chego 15 min antes do PC (82 km) abrir. Detalhe, eu cheguei 15 min, os caras devem ter chego 30 min antes.. rsss..
Logo que comecei a tomar o refri, o pessoal saiu, não tive nem tempo e muito menos coragem de sair com eles. Nesse momento ainda não tinha visto meu parceiro Nascimento, imaginei que o cara já tivesse ido na turma das speed, mas assim que termino meu refri o cara aparece vindo do banheiro e já chamando para irmos embora.
Colocamos a bike na rua e fomos encarar novamente aquele trecho de 15 a 20km bem sofrido, porém com boas vistas, pois esta região contorna o mar.




Saindo deste PC fomos em direção ao morro das pedras, praia da armação, pântano do sul, onde seria nosso PC3 (112km). Novamente o Nascimento e eu íamos nos revezando para poupar energia para toda a prova, pois o ritmo estava forte.





No PC3 tivemos uma estrutura completa de água, frutas, pães e doces. Ali foi o momento de uma parada de 15 min para repor as energias para aguentar até o PC4 (167km), onde para chegar teríamos que passar pelo mirante da lagoa que é barra pesada e muitas retas da SC 406 que parecem intermináveis até chegar ao Costão do Santinho.







Na passagem pelo mirante da lagoa foi um pouco mais pesado que o normal, pois estava num ritmo acima do meu "normal" para uma prova de 200km e o calor que estava muito forte, nos termômetros marcavam 34-35 graus. Não sei por conta de qual fator, mas nessa subida me ocorreu algo raro de acontecer na bike, câimbras  O que para alguns é muito normal nesse esporte para mim foi novidade, mas foi só na primeira parte da subida, na segunda etapa dei uma aliviada na força e não tive mais problemas até o final.
Depois do mirante uma recompensa na descida, 86km/h sem fazer força no pedal, mas logo a frente tb as retas intermináveis da SC 406. Nesse trecho nem conversávamos muito, somente íamos revezando a frente e nos concentrando para o restante da prova. Nessa horas o psicológico tem que estar muito bem para aguentar todo tipo de cansaço.
Na saída do Rio Vermelho para o Santinho quase fiquei para trás, mas o Nascimento segurou um pouco para eu me recuperar e seguirmos no ritmo combinado.
Dali faltava poucos km's para chegar até o PC4 (167km) em canas.
No PC de canas ficamos mais 15 min para nos hidratar e comer bastante, pois só faltavam 33 km para terminar a prova, porém pelo horário o trecho nos reserva surpresas: ventos (coisa boa para ciclistas).
Na saída desse PC encontramos mais um parceiro para continuar a trip. Era o Christien, mais um cara de speed, obvio. Este era de Floripa mesmo, e já tinha boa experiencia em Audax tb. Já havia feito a seria desse ano até o 600k.
Saímos de canas e fomos para Jurerê internacional no PC5 (180km). Revezando a ponta e um sempre preocupado pra não perder a roda do outro pra não ficar para trás.






Em Jurerê não tem como não passar e não se admirar com a arquitetura local, sempre muito bonita.
Carimbados os passaportes no pc5 seguimos para reta final que ainda teria João de Paula e seus morrinhos fecha chave do Audax.
Na entrada do João de Paula o Nascimento pergunta se topo ir num ritmo mais suave pois já estávamos bem no fim. Ali eu e o Christien fomos mentalizando os morros que teríamos  Tínhamos contado 2, porém depois lembramos que ainda tinham as passarelas que atravessaríamos a avenida beira mar. Nessas horas toda subida deve ser contabilizada pra preparar  o psicológico.

Chegamos no final com 7:55 de prova (resultado disponível no site audax floripa), pedalado foi 7:12.
Foi um Audax sem igual, na verdade nenhum Audax será igual, mas este em especial foi marcado, além do companheirismo de todo Audax, pela força de atingir uma meta mais "audaxiosa" que foi de baixar muito meu tempo que era de 9:37 (2011) de prova.

Agradeço muito a minha esposa pelo apoio e aos companheiros de Audax pela força, principalmente ao Nascimento grande parceiro em praticamente toda prova e tb ao Christien que encontramos no final e foi tb um grande amigo no pedal.

Que venha a continuação da série, pois 2013 a meta é fazer até o 600k.

Abs.

Resumo:
tm: 7:12 (pedal), total prova 7:55
dst: 205 km
Av: 28,5km/h
Mx: 86,7 km/h

Mais informações:
Audax Floripa
Site participante Marcelo Rodrigo

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

Terça - Cubatão - 04-12-12

Hoje retornei com meu pedalzinho com a boa turma das terças. Turma do Pedal na Trilha, sempre bem frequentada.
Fui porque o roteiro era leve (Cubatão), chega de coisas difíceis para o final do ano... rssss



Saímos as 19:30 em direção a Doeller pra encontrar mais alguns amigos. Formamos uma turma grande, aproximadamente 20 bikers.
Aproveitei o ritmo da turma e fui acompanhando com uma marcha mais leve para girar um pouco mais e ajudar no preparo, pois um dia ainda ficarei bom... rssss

Na estrada da ilha encontramos muitas outras turmas menores de bikers pedalando por lá, tanto MTB quanto speed's. Também nessa época todos desentocam, quero ver no inverno quem permanece e quem corre.





Na estrada timbé e na Cubatão podemos nos entreter mais, pois a estrada é mais pacata,assim  podemos ocupar toda rua e pedalar com mais tranquilidade, bater papo, curtir o pedal, etc..
Tinha bastante pó, pois o tempo ultimamente esta bem seco, mas mesmo assim a turma foi num ritmo legal.


Fernado, fez bastante força pra essa posse, pois deixou rastros..rsssss
Esta vez o Fernando sugeriu um novo local para a foto oficial, a primeira ponte pencil, onde tem passagem para carro.





Esse negócio de ponte pencil só tem graça se fizermos ela balançar. Foi o que fiz na segunda ponte, passei algumas vezes para lembrar o tempo de infância que brincava em algumas pontes dessas lá em Jaraguá do Sul.




Resumo:
tm: 1h e 59 min, total 2h e 24min;
dst: 46,88 km
AV: 23,5 km/h


Abs e até o próximo..

sábado, 1 de dezembro de 2012

Sábado - Salto II e Alpina - 01-12-12

Hoje tinha o convite do Maneca e do Jefo pra ir até o perdidos, mas como ontem cheguei um pouco tarde preferi descansar um pouco mais e deixar pra próxima.
Resolvi fazer um pedal para esticar as pernas e voltar para estrada de terra que fazia tempo que não fazia.
Sai pela estrada do Arataca/SC 301/Estrada Blumenau/Salto II/Serrinha Alpina/Estrada Pirai/SC 301/Br 101.
Essa semana voltei a fazer meu treino de perna na academia e estava um pouco dolorido pra pedalar, mas nada que com esforço não fosse possível.
No Arataca a parte inicial esta asfaltada, ficou legal, mas se forem com o asfalto até o final pode ser um local a menos pra curtir um bom pedal, enfim, vamos curtir um pedal de cada vez.
Legal foi encontrar no caminho alguns bikers, cada um com seu estilo, seu ritmo, etc...

A volta para terra e para os pneus com cravos foram um pouco estranhos, porém satisfatório, para voltar pro meu terreno e pro meu estilo de pedal que sempre gostei.




Pro meu azar esqueci da câmera, até me conformei de não fazer as fotos, porém estava com o celular, então comecei a fazer algumas fotos pra ver no que iria dar.


Comecei a reparar o caminho que sempre fazemos a noite e quase não temos muita visão da belezas naturais de nossa região.

A estrada do salto mesmo foi uma surpresa atrás da outra, muitas construções novas contrastando com o campo, outras clássicas, fabrica de melado, cachaça, etc, muitas coisas que na noite nunca foram observadas.






Depois do salto fui para serrinha alpina fazer mais uma subidinha light.
O tempo já estava mais quente pra subir, foi cansativo e suado pois as pedras soltas atrapalham bastante, mas com paciência e um pouco de força cheguei no topo, e dei uma paradinha pra baixar o selim e beber uma aguinha.






Durante a descida não fui no mesmo embalo das noites, pois estava apreciando a região. Até achei um riacho que nunca havia percebido.


Depois da serrinha fui pela estrada pirai que estava com um pó bem gostoso de pedalar.. rsss..





Nas pontes sobre as praias dos Joinvilenses (Rio Pirai) até bateu uma vontade de se jogar, mas resolvi deixar para outro dia e continuei.




Logo depois já estava no "centrinho" do Pirai, onde tem até asfalto.. rsss...




A volta pensei em sair pela XV, mas resolvi seguir até o distrito industrial pela SC 301 e voltar pela Br 101 para dar uma quilometragem mais significativa.







Esse foi um bom pedal, o dia ajudou muito, mas com esses dias de sol o quanto mais cedo pudermos sair é melhor.

**** PERFECT DAY ****

Resumo:
tm: 2h e 15 min - total 2h e 31 min
Dst: 55 km
Av: 24,3 km/h

Abs..

Terça - Mirante Dn Chica - 27-11-12

Essa terça resolvi aproveitar os pneus 1.0 na bike e ir até o mirante da Dn Chica pra ver como seria a descida com esses pneus.
Combinei com o Rogério e saímos as 19:00 hr para nosso destino.
Fomos pela Rodovia Mario Covas (BR 101) num ritmo bem forte, na verdade os pneus ajudavam bastante então a velocidade média estava em 38-40 km/h, mas sem fazer muita força.
Cheguei na entrada da Dn Chica e parei pra esperar o Rogério que ficou um pouco pra trás.



Logo depois dessa paradinha sentimos alguns pingos, mas achamos que não iria engrossar, porém alguns km's pra frente o caldo engrossou e a chuva desabou. Parei para proteger alguns pertences no plástico e coincidentemente estávamos na frente de um bar (Newmax) ao lado do hotel Angler Holf. O Rogério deu a idéia de nos abrigarmos antes que nos molhássemos até a chuva estiar.
Ficamos quase 1 h e percebemos que a chuva não estava com cara de estiar, então começamos a pensar nos amigos que poderiam nos ajudar, pois com o corpo já frio e o tempo ruim não tínhamos mais coragem de encarar o temporal.



Pro meu azar eu estava sem o celular, pois tinha vários contatos que poderiam me ajudar.
O Rogério estava com seu celular e então lembramos que o Renato (Gaucho) mora ali perto e poderia nos socorrer. Dito e feito, logo apareceu para nos socorrer e nos levar para casa.
Bom rever os amigos, bater um papo, mas ruim que não deu para concluir o objetivo de descer a Dn Chica com pneus 1.0, mas tudo certo, nos divertimos muito.


Obrigado ao Rogério pela companhia e pelo Renato e pela Claudia pelo resgate.. rsss....

Melhor foi olhar da janela de casa na quarta e ver uma lua dessas, que pena que não foi na terça durante o pedal.



Abs do cabelo.