sábado, 8 de março de 2014

Sexta - Serra e Mar PR (via br 277) - 07 - 03 - 14

Esse pedal era pra ter saído no dia anterior, porém como perdi a hora resolvi abortar e deixar pra outro dia e sair na hora, pois já aprendi em outros momentos que fugir do cronograma o bagulho fica nervoso.
Então, como a previsão do tempo era pra bom ainda, resolvi com a idéia de ir até São José dos Pinhais e retornar pela br 277, já tinha feito esse roteiro de moto, mas nem lembrava como era. Fiz o trajeto pela internet e ficou uma kilometragem interessante, 300 km.
As 4 da matina estava caindo na estrada (br 101) em direção a São José dos Pinhais.


Andar a noite e de speed não gosto muito, pois o risco de furar aumenta muito. Por falar nisso ao passa pelo posto de fiscalização em Garuva percebi o pneu traseiro um pouco vazio, pra aproveitar o posto que haveria uns 2 km pra frente fui pedalando até lá pra encher no posto, mas pro meu azar o compressor estava em manutenção, que coisa boa pra começar bem o pedal. Acabei enchendo na bomba e segui. Não deu 10 km e já estava baixo novamente. Como já estava mais claro e havia um ponto bom para parar resolvi fazer a troca.



Pneu trocado e incio da serra, agora ia começar a baixaria, subida da serra. O pior nesse trecho não é a subida da serra, mas sim a falta de acostamento, pois o que era acostamento há a 3ª faixa, mas vamos lá, encarar os gigantes da estrada.




Neste techo é bom que há bastante pontos de abastecimento de água, porém nesse momento não era tão necessário, estava bem carregado, mas pra fica a dica pra quem estiver passando por ali.

Um lugar nesse trecho que não da de deixar de registrar é a barragem da Vossoroca, lugar muito bonito. Sempre lembro do pedal do Jefo que fez seu treino longo até ali.





Continuando o sobe e desce de serra ainda só queria chegar logo no acesso ao contorno leste.


Detalhe que pra chegar nesse acesso ainda tinha uma ultima subida, muito gostosa, coisa pouca.. hehe


Já no inicio do contorno leste não tem como passar pela placa de sinalização da distância até o litoral, detalhe que essa placa se referencia se for pela br 277, pois se for pela Graciosa (conforme fizemos anos passada e vamos refazer esse ano) a distância aumenta.


Este trecho da estrada é bem movimentado, muitos caminhões e pra ajudar o acostamento não ajuda muito, de speed ainda fica mais perigoso, então reduzi o ritmo e fui cuidando. Ainda bem que o acesso a 277 já é perto, coisa de 8 km, aproximadamente.



Entrei na 277 e o calor já era notável, ainda mais que no incio dela o trecho tem bastante sobe e desce, mas logo depois de uns 10 km, já avistei uma placa que todo ciclista adora, "trecho de serra", "desça engrenado", "longo trecho em declive". Não lembrava que essa descida era tão boa, quase 15 km de descida, delicia!




No final da descida ainda há uma bela vista do litoral, mas não sei se a imagem vai mostrar claramente, mas acreditem ao fundo há o mar.. hehehe



No  final da serra já estava em Morretes, então a saída para Matinhos, Guaratuba estaria perto, por falar nisso logo passei na reta da discórdia, local onde na volta da Graciosa saímos pro lado errado e ficamos discutindo pra qual lado seria o certo, tudo se acertou e achamos o caminho, como sempre.




Nesse trecho antes da PR 508, se não me engano, de acesso ao ferryboat, programei uma parada no SOS da Ecosul para abastecer, pois dali até em casa não pretendia mais parar, salvo no ferryaboat que não teria como fugir.


Mais uma estrada e mais placas, agora com a indicação até Joinville, mas essa placa não esta com a kilometragem muito correta não, ao menos ficou bem fora com a minha e com a que fiz previamente.


Essa estrada ganha das retas do rio vermelho de Floripa, pois aqui a quantidade de km´s em reta chegam a enjoar bastante. São 30 km de praticamente só retas, são 4 ou 5 curvas no máximo.



Ainda bem que nessa estrada tem um rio muito curioso.


Em Matinhos cada vez parecia mais longe o acesso ao ferryboat, uma placa mostra 3 km depois vem outra e mostra 5km, coisa boa essa sinalização. Só lembrava que tinha uma subida chatinha antes do ferryboat, que por sinal muitos caminhões passam por ali e nem acostamento possuei, de mtb nem me importava, pois ia pro lado na grama, pedra e taus, mas de speed a história já era outra.




Antes de entrar na balsa parei na lanchonete ao lado pra garantir hidratação até em casa.

Na balsa aproveitei pra colocar o celular pra carregar, arrumar as caramanholas, alongar e aproveitar o belo visual da baia de Guaratuba. Nessa hora nem queria pensar na subida de saída da balsa.




Acabou a travessia e então vamos ao trecho final. Pra começar a subidinha.


A saída de Guaratuba também acho chata, pois parece que demora uma eternidade pra cruzar a cidade, anda anda e nunca chega. Só fico feliz onde de fato chego na estrada de acesso a Garuva, tão logo mais indicação pra chegar ao destino, Joinville.



Agora a energia daqui pra frente já estava renovada, o ritmo aumentou consideravelmente.
Ao cruzar a placa de divisa de estados resolvi parar, pois sempre faço a foto da placa ou alguma foto "meia boca", então essa vez, como estava bem no cronograma me permiti parar e fazer "pose".


Daqui pra frente até pensei que pudesse pegar chuva, pois o tempo começou a fechar, mas estava preparado pra tudo como sempre.
Em Garuva peguei foi alguma coisa no pneu dianteiro que observei estar esvaziando. Continuei para ver até onde poderia chegar. Fui até a balança, ali já estava no aro, resolvi não trocar o pneu e arriscar ir até em casa só calibrando. Eram 4 a 5 kms pedalando e calibrando, marcava até tempo pra encher. Era 1 min pra encher e sair, pra não perder muito tempo e um tempo que daria a distancia planejada.
Depois da descida do viaduto da expoville percebo que o traseiro também estava esvaziando, ai ferrou!!! Já não queria trocar um pneu, imagina 2, fui até onde dava com esses dois pneus furados. Consegui me arrastar até quase o posto na entrada da Ottokar, ali não andei mais pra não estragar o aro ou pneu. Como estava a 2 km de casa acabei voltando empurrando a bike.


Cheguei em casa ainda na hora desejada e um pouco cansado, mas feliz pelo belo dia e ótimo treino.


segunda-feira, 3 de março de 2014

Domingo - Volta norte e volta ao vale - 2-3-14

Esse fds era pra ter rolada uma retrospectiva da volta da graciosa, mas por motivos maiores os organizadores resolveram abortar e marcar outro pedal, porém trocaram um pedal de 300km por um de 100, então resolvi fazer outro pedal por conta própria. Fiquei na duvida entre este ou ir até Floripa, devido a dificuldade e ao movimento de carnaval escolhi fazer a volta norte junto com a volta ao vale.

Gostaria de ter saído a meia noite para o pedal, mas como iria sozinho minha esposa e eu nos acertamos para que eu fosse logo cedo para evitar que ela ficasse preocupada.
Sai de casa as 4:10 ainda muito escuro em direção a serra dn Francisca.


Esse trecho apesar de lento passou rapido, a subida com a road é um pouco mais puxada que a mtb, porém com calma e paciência tudo daria certo.

O dia logo clareou quando eu estava perto da entrada da estrada do Rio do Júlio, outro roteiro de pedal, exclusivo mtb.



Aparentemente o dia parecia que ficaria fechado, porém não podia me esquecer que estava na serra. Por alguns momentos até sentia algumas precipitações, porém nada que chegasse a molhar de fato.




Passei pelos diversos pontos de referencia da serra (casa da colina, portal de Campo Alegre, policia rodoviária), muito sobe e desce e logo cheguei em São Bento do Sul, ponto de mudança na rota, pois sairia da SC 301 para Br 280.
Resolvi cruzar por dentro da cidade e fazer a foto na bela igreja matriz.



Ainda tenho duvidas se é válido passar por dentro da cidade ou por fora para pegar menos morros, pois a saída da cidade é pelo bairro serra alta, pelo nome da pra ter noção as subidas do mesmo. Tudo bem, quem falou que era pra ser fácil.. hehehe...
Logo sair na br 280 já avistei a placa com as informações interessantes
.
Dai pra frente ainda teria um pouco de subida, mas muito menos do que no sentido inverso. Nesse trecho só pensava na parte que desce pra Corupá, onde são quase 10 km de descida e um desnível de 800 m de altitude.

Ao avistar a tão esperada placa de longo trecho em declive já fiquei mais animado. Mais algum tempo a placa ficará esquecida no meio do mato.. hehehe


No final da descida a mente já esta pensando no trecho a seguir e mesmo esquecendo a própria via nos lembra "trecho sem acostamento". De Corupá até Jaraguá é um trecho perigoso, por ser domingo pela manhã a maior parte do movimentos eram carros, porém tinham muitos engraçadinhos que não desviavam e passavam perto dando aquele susto, ainda bem que só ficou no susto.





Em Jaraguá fiquei em duvida em qual ponto de referência passar e não alterar muito minha rota. Acabei escolhendo o centro e só fiz o registro da estação ferroviária. Para o facebook ainda coloquei o morro das antenas (lugar bom pra subir de bike tb).
Detalhe que até ai já tinha rolado uns 120km e mais de 6 horas de pedal, não parei em lugar algum, fiz meu lanche em movimento mesmo.



Sai de Jaraguá já mentalizando que teria mais 2 serrinhas, a primeira subida de Massaranduba e a subida da Itoupava, mas pra quem subiu a Dn Chica e a serrinha de Corupá isso seria fácil, sqn.. hehehe... Essas alturas do campeonato o sol quis dar o ar da graça e junto com o calor não foi uma combinação muito boa. Fiz uma parada rápida somente para abastecer as caramanholas no posto do trevo de acesso a São João do Itaperiú (água gelada do patrocinador. hehehe).



Esse trecho de Massaranduba a Blumenau também não me agrada muito, pois parece que nunca chega e nunca rende, mas pra me deixar mais animado era saber que pegaria a Br 470, outro trecho que odeio pedalar, mas as vezes não temos escolhas e temos que encarar.

Resolvi não entrar em Blumenau, fiz os registros só pela Br mesmo, pois queria logo chegar na 101.



Ao longo da estrada é possivel avistar o rio imponente Rio Itajaí, ao ver aquele mundaréu de água só fazia aumentar minha sede. O que bebi de água em 140 km já estava consumindo em menos de 70. Nesse trecho não sei se foi alimentação, desanimo pela região ou o que, só sei que queria sair o quanto antes dali e chegar na 101. Resolvi colocar um salgado pra dentro pra ver se melhorava a situação, tudo em movimento pra não perder tempo.



Logo cheguei nos Km´s finais da estrada resolvi parar numa barraquinha para tomar algo gelado e repor água nas caramanholas. Só queria sentar na sombra e tomar algo gelado, foi uma coca 600 ml, um energético e uma água de coco, fora as águas que coloquei nas caramanholas para levar.

Cheguei no viaduto sobre a br 101 e liguei o piloto automático pra voltar pra casa.




Aqui o animo foi revigorado, unica coisa que me incomodava ainda era o sol. Consegui durante boa parte do trecho elevar a velocidade média, minha meta era fechar com 25 km/h (velocidade total, com as paradas), porém o desgaste era grande e aos poucos percebi que não chegaria, entretanto me consolava sabendo que estava conseguindo aumentar.

Ao passar por Barra Velha e ver aquele "marzão" me deu uma grande vontade de parar e me jogar, mas isso não estava no cronograma, então me forcei a não perder a cabeça, pois faltavam só 50 km.




No meu cronograma pretendia fazer esse trajeto com tempo menos que o Audax da Lapa, pois teria mesma distância e imaginei que a altimetria seria a mesma. Cheguei em casa com quase 14h depois de minha saída, fiquei feliz por ainda ter chego durante o dia. Não sei como o psicológico reagiria se começasse a escurecer. e eu não estivesse em casa.

Mais um perfect day. Esse pedal agradeço muito ao apoio e preocupação da minha esposa, e também aos meus amigos que abortaram o outro pedal que acabou me dando condições pra fazer esse belo desafio.




Depois de avaliar a atividade e comparar com o Audax da Lapa, vi que esse percurso a altimetria acumulada é superior (quase 1100 m a mais) e o tempo que fiz foi menor, na Lapa fizemos em 15:55 e aqui fiz em 13:44, claro que aqui não tive PC, estava sozinho, enfim, apesar dos pesares fiquei muito satisfeito com o percurso e a marca, é uma belo e desafiador roteiro para pedalar.